Consagração vs Baptismo
[ Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e tudo ele fará (Salmos 37.5) ]
Jesus aos quarenta dias de idade, foi levado ao templo por José e Maria (Lucas 2:22-24), para ser consagrado ao Senhor como ensinava a Lei de Moisés. (Êxodo 13:2,13)
A consagração de um bebé é um momento muito especial para nós, pais cristãos evangélicos, assim como o baptizado é importante para os cristãos católicos.
A palavra Consagração é utilizada na Igreja Evangélica (ou em outras denominações protestantes).
A Consagração diz respeito à atitude dos pais de colocarem os seus filhos, ainda bebés no Altar de Deus, num compromisso público, comprometendo-se a encaminha-los na sua Palavra.
Porém, a Consagração está focada na atitude e na responsabilidade dos pais do que para o plano soberano de Deus no que diz respeito à família, mais especificamente em relação aos filhos da promessa e sua inclusão na aliança que Ele faz com os pais crentes.
Assim eu e o Rui entendemos confiar a Deus os cuidados e o futuro do nosso filho, o Rodrigo.
Nós não temos por hábito o baptismo de crianças ainda bebés, mesmo sabendo que seja praticado por várias igrejas do cristianismo mundial, e as respeitamos. Porém, preferimos ficar com o exemplo de Jesus e o que se sucedeu na Sua vida.
Cremos (os evangélicos) que os nossos filhos devem ser dedicados a Deus e por isso fazemos um Culto de Acção de Graças, onde agradecemos pela vida do bebé e o entregamos novamente a Deus, para que Ele nos oriente a cuidar e a educar o nosso filho diante Dele.
Desta maneira não baptizamos os bebés, não por acreditar que há algo de errado no baptismo, muito pelo contrário. Cremos que o baptismo é um mandamento bíblico aos que aceitam o Senhor Jesus como sendo o Senhor e Salvador das suas vidas e como está escrito em Marcos 16.
Uma criança quando nasce, ela já nasce com a tendência para o pecado, pois todos herdamos a natureza pecaminosa de Adão e Eva mas ela ainda não cometeu nenhum pecado.
Pecado é não obedecer a uma ordem específica de Deus. Portanto, o pecado é um "acto voluntário" de rebelião. Sendo assim, uma criança quando nasce não tem consciência do que é o certo e errado. Ela irá conhecer o que é certo e errado por meio dos seus pais. Só aí, é que ela irá ou não praticar o que é errado. A criança nasce num estado de plena inocência. O bebé chora porque tem fome ou alguma dor, e não por desejar ver um filme, por querer ir a um parque de diversão, comer um gelado etc.
Da mesma forma que o acto de controlar a vida por si mesmo é uma decisão pessoal de cada pessoa, o acto de aceitar o verdadeiro cristianismo também o é.
Temos que ser convencidos pelo Espírito Santo de que a vida que levamos não agrada a Deus, e de que estamos a viver de forma rebelde e que não estamos a cumprir os seus princípios. Sentimos o Seu toque a chamar-nos para perto, e então, "nos entregamos voluntariamente a Ele". Isto quer dizer, que nós os consagramos a Deus, para que Ele, como Pai, nos ensine a andar nos Seus caminhos.
Um bebé não consegue render-se voluntariamente aos seus próprios pais no princípio da sua vida. Ele vai ter que receber cuidados, protecção, e vai aos poucos reconhecer a paternidade dos pais à medida que se desenvolve. O que eu quero dizer é que o bebé não tem a "consciência" do acto voluntário de entregar-se aos cuidados dos pais, mas estes é que se preocupam com o seu desenvolvimento físico, mental, emocional e espiritual.
O mesmo não acontece connosco, adultos, em relação a Deus. Nós temos a consciência do acto voluntário de nos entregarmos a Deus. Conhecemos relativamente o que é certo e errado, e vamos aprender a desenvolver esses conceitos mediante os conselhos de Deus na Sua Palavra - a Bíblia Sagrada. Dessa forma, o baptismo ocorrerá mais tarde, quando o Rodrigo puder conscientemente decidir crer e seguir a Jesus. Pois quem salva não é o baptismo, mas sim a fé e as boas obras em nome de Deus
Para terminar e referindo-me mais propriamente ao baptismo imposto pela Igreja Católica, na Bíblía não vemos exemplos de baptismos de crianças ainda bebés, como Samuel, Davi, Daniel, José ou Moisés. Não vemos também exemplos de pais que levaram os seus filhos a um homem e este a impor-lhes água sobre a cabeça.
Às vezes, as pessoas dizem que a única diferença significante entre os Católicos e os Protestantes está na quantidade de água que requerem para o baptismo. Dizem, até concordamos nas coisas essenciais como a divindade de Jesus Cristo, a Trindade de Deus e a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus e, acima de tudo, isso é o que realmente importa!
Na verdade, não há maior diferença ou entre os Católicos e os Protestantes do que na questão do baptismo. Devido às muitas e abrangentes ramificações dos seus ensinamentos com relação ao baptismo, os Protestantes podem concordar espiritualmente com os Católicos. Na Igreja Católica a criança é baptizada para receber a salvação. Para eles é cristão quem é baptizado. O baptismo tem para o catolicismo (junto com outros sacramentos) o errôneo poder de "lavar os pecados". Portanto, baptiza-se uma crianca para lavar o seu pecado original.
Volto a sublinhar que não há nenhuma instrução ou direção na Palavra de Deus de como o batismo infantil deve ser administrado, o que seguramente haveria se isso fosse algo que Deus quisesse!
Vemos sim, o baptismo de pessoas já adultas a serem baptizadas nas águas, como o exemplo do próprio Jesus.
Mas agora vocês perguntam: Mas Jesus não tinha pecados para ser baptizado, mas porque o foi? O baptismo de Jesus não tinha como finalidade a remissão dos seus pecados, pois ele nunca pecou, mas sim Ele veio cumprir a vontade de Deus e não saltou etapas da sua vida aqui na Terra. Convinha Jesus cumprir toda a justiça de Deus, desde o nascimento, o ministério, baptismo para o arrependimento, a descida do espírito, até a execução. Ele era cem por cento homem, mas também cem por cento Deus. O seu baptismo apontava para a Cruz.
Nota:
Não pretendemos com este texto suscitar comentários impróprios que possam causar discussões entre católicos e protestantes. De modo algum pretendemos por em causa a fé e as crenças de cada pessoa que leu este texto.
De certa forma, pedimos perdão se ferimos os seus princípios e estamos abertos a responder a qualquer questão. Deus vos abençoe.
Alguns excertos:
http://www.palavraprudente.com.br/estudos/paul_j/catolicismo/cap07.html
1 comentários:
Muito bem!
Está a diferença toda explicadinha.
A madrinha babada lá estará na consagração =D =D =D
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